sexta-feira, 02 outubro 2026

PR cabo-verdiano apela mais oportunidades para mulheres na economia verde e digital

"Num mundo cada vez mais moldado pela inovação, é imperativo garantir às mulheres acesso pleno à transição digital, à economia verde e aos saberes do futuro, sob pena de as novas desigualdades agravarem ainda mais as anteriores", afirmou o Presidente, José Maria Neves, na abertura do primeiro fórum internacional com o tema “Mulher e os desafios do desenvolvimento”, na cidade da Praia.

O chefe de Estado destacou o papel histórico das mulheres cabo-verdianas e apelou à eliminação das barreiras que continuam a limitar o seu potencial.

"As mulheres cabo-verdianas sempre estiveram no centro da nossa história: como guardiãs da cultura, educadoras de gerações, líderes comunitários, profissionais de excelência e ativistas incansáveis. São parceiras indispensáveis na construção do país", afirmou, apontando os desafios que persistem nos domínios do poder, da economia e do trabalho.

José Maria Neves defendeu ainda que a igualdade de género deve ser vista como um imperativo para um desenvolvimento justo e sustentável: "Um país que limita o potencial das suas mulheres está, inevitavelmente, a comprometer o seu próprio futuro".

A coordenadora residente das Nações Unidas em Cabo Verde, Patrícia Portela de Sousa, alertou para as múltiplas formas de discriminação que afetam, em particular, as mulheres com deficiência, muitas vezes excluídas de políticas públicas e espaços de decisão.

"É essencial que as vozes destas mulheres sejam ouvidas e que as suas necessidades estejam integradas nas estratégias de desenvolvimento", afirmou.

Patrícia Portela disse que a igualdade plena entre homens e mulheres e o combate à violência de género são condições indispensáveis para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

"Precisamos de garantir espaços de poder com rosto feminino e não permitir que a violência política, incluindo a violência online, afaste as mulheres dos centros de decisão", frisou.

Como exemplo, apontou o impacto positivo da presença feminina na diplomacia: "Dados robustos mostram que, quando as mulheres têm lugar nas mesas de negociação, aumentam as hipóteses de reduzir a instabilidade política e os conflitos".

O fórum que decorre hoje na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), reúne cerca de 800 participantes de todas as ilhas, da sub-região africana, da Europa e da América Latina, entre governantes, parlamentares, representantes da diáspora, ativistas, académicas, jovens empreendedoras e representantes do setor privado.

A iniciativa insere-se nas comemorações dos 50 anos da independência nacional, que se assinalam a 05 de julho.

Ao longo do dia realizam-se painéis sobre justiça climática, empoderamento e representatividade feminina, e inclusão política como via para a sustentabilidade e paz global.

Como atividade preliminar, na quarta-feira, realizou-se várias atividades para celebrar a criatividade feminina no setor audiovisual.

Na quinta-feira, foi prestada homenagem a 50 mulheres cabo-verdianas, residentes no país e na diáspora, que se destacaram ao longo das cinco décadas de independência nacional.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
26 dias atrás 2 horas atrás

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jcf
27 dias atrás 18 horas atrás

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joão do rosário
30 dias atrás

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