terça-feira, 28 julho 2026

Zelensky está pronto para negociar com Moscovo depois de trégua

"Não faz sentido continuar a matança, mesmo que seja por apenas um dia. Esperamos que a Rússia confirme um cessar-fogo completo, duradouro e fiável a partir de amanhã [segunda-feira], 12 de maio, e a Ucrânia estará pronta para reunir", afirmou Volodymyr Zelensky nas redes sociais.

O Presidente ucraniano disse ainda ver como um "sinal positivo" que a Rússia comece a considerar o fim da guerra na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.

"O mundo inteiro está à espera disto há muito tempo. E o primeiro passo para acabar verdadeiramente com uma guerra é um cessar-fogo", acrescentou.

O chefe de Estado russo, Vladimir Putin, propôs hoje negociações "diretas e sem condições prévias" entre a Rússia e a Ucrânia a partir de quinta-feira, em Istambul, adiando para essas conversações qualquer possibilidade de introduzir um cessar-fogo de 30 dias exigido pelos aliados de Kiev.

O Presidente russo não excluiu a hipótese de um cessar-fogo ser discutido nas conversações com Kiev, mas sublinhou que essas discussões devem centrar-se nas "causas profundas do conflito".

A Ucrânia e os aliados europeus lançaram um ultimato à Rússia, no sábado, para aceitar um cessar-fogo “completo e incondicional” de 30 dias, a partir de segunda-feira, sob pena de Moscovo enfrentar novas “sanções maciças”.

Sem se referir diretamente a esta proposta, Putin criticou os europeus por tratarem a Rússia "de forma rude e com ultimatos” e afirmou que a instauração de uma trégua devia fazer parte de discussões mais amplas e diretas sobre o conflito que se arrasta há mais de três anos.

“A Rússia está pronta para negociações sem condições prévias. Propomos que comecem na próxima quinta-feira, 15 de maio, em Istambul”, afirmou Putin, em declarações à imprensa no Kremlin, precisando que falará nas próximas horas com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Moscovo tinha justificado o lançamento da ofensiva em fevereiro de 2022 com a vontade de “desnazificar” a Ucrânia, opondo-se à aproximação de Kiev ao Ocidente e ao reforço da NATO junto às fronteiras russas.

As forças russas ocupam atualmente cerca de 20% do território ucraniano.

A Semana com Lusa 

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Comentários

Soares
17 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
21 dias atrás

Boa sorte

Terra
11 dias atrás

Mesmo verdade roupa sujo tem que ser lavado dentro da casa para os que não sabe o que fala,

Pub-Reportagem

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