sexta-feira, 02 outubro 2026

Organização almeja transformar Prémio Nacional de Publicidade no prémio regional da CEDEAO

Maria Martins fez estas declarações à imprensa, à margem da cerimónia de abertura da Semana Criativa, realizada hoje, no Palácio da Cultura Ildo Lobo, no âmbito da sétima edição do Prémio Nacional de Publicidade (PNP) e que foi presidida pelo vice-primeiro-ministro, Olavo Correia.

Segundo esta responsável, passados sete anos, pode-se considerar que o Prémio Nacional de Publicidade é uma aposta ganha para o mercado, os profissionais e os diferentes actores da cadeia de valor do mercado publicitário em Cabo Verde.

“O Prémio Nacional de Publicidade é uma montra que está disponível para mais de duas centenas de profissionais no sector (…). Houve evolução, sim porque quando nascemos, em 2002, nós não passávamos de uma vintena de empresas e hoje, somos mais de 200 profissionais no sector”, declarou.

Salientou que os trabalhos que vêm sendo submetidos são cada vez mais em sectores alternativos de comunicação, com destaque para o meio digital, que, por sua vez, está a liderar os trabalhos nas categorias ou concursos.

Maria Martins reiterou que este ano houve um aumento de 18% das empresas concorrentes em relação às últimas edições, e que foi lançada uma nova categoria, direccionada aos alunos das escolas técnicas do segundo ciclo, o Jovem Talento, sob o tema acção climática.

Apontou, por outro lado, a mobilização do financiamento como um dos desafios a serem ultrapassados para garantia da continuidade das próximas edições do Prémio Nacional de Publicidade.

“Outro desafio que neste momento nos exige é, eventualmente, transformar o Prémio Nacional de Publicidade num Prémio Regional da CEDEAO, tendo em conta que já estamos com sete anos. Nunca é demais pensar algo que é realizar esse prémio em Cabo Verde com a mostra dos trabalhos que estão a ser criados e produzidos pelos criativos da região de CEDEAO. Fazer isso acontecer, é um grande desafio que temos pela frente, declarou.

Por sua vez, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, destacou a resiliência e o contributo desta iniciativa no desenvolvimento do mercado publicitário em Cabo Verde.

“O Prémio Nacional de Publicidade, na sua sétima edição, representa um testemunho de persistência, de resiliência de líderes cabo-verdianos que têm visão e que estão a trabalhar para que a publicidade possa ganhar o seu espaço, para que os profissionais possam ser reconhecidos e possamos também colocar a publicidade ao serviço dos negócios, mas também da transformação de Cabo Verde”, afirmou.

Questionado se o Governo está disponível para criar um quadro regulatório que facilite a publicidade em Cabo Verde, o governante garantiu que sim e que além disso, acrescentou, o executivo tem que incentivar a promoção do mercado de publicidade e ajudar na formação dos recursos humanos.

“Estamos abertos e nós queremos contar com um forte contributo desta associação, com ‘inputs’ que possam trazer, para que possamos melhorar o quadro de políticas públicas e colocamos a publicidade e a comunicação ao serviço de Cabo Verde, seja criando mais e melhores negócios, novos produtos, reafirmando as marcas, como também colocando a comunicação ao serviço da transformação de Cabo Verde para melhores práticas ao nível das questões ambientais”, concluiu.

O PNP é da autoria da EME-Marketing & Eventos, organizado com a parceria institucional do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, que é também o padrinho do prémio.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
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joão do rosário
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