sexta-feira, 02 outubro 2026

Maior parte das fraudes acontece por uso indevido dos sistemas de pagamentos digitais – BCV

José Júlio Dias fez estas declarações à imprensa, no âmbito de uma conversa aberta sobre “A importância da avaliação crítica das informações e recomendações obtidas ‘online’ (influencers), na tomada de decisões financeiras" realizada pelo BCV nas instalações da Rádio Comunitária Voz de Ponta d’Água.

O evento enquadra-se na 13ª edição da Global Money Week (GMW) e teve por objectivo promover o acesso das crianças e jovens a uma educação financeira de qualidade, tornando-os capazes de tomar decisões financeiras mais inteligentes.

“Nós aproveitamos a campanha para a comunidade em geral e mais virada para os jovens, no sentido de chamar atenção para aqueles que já fazem o uso do material digital para compras ou para adquirir algum produto ou serviço financeiro”, explicou.

Segundo disse, o lema deste ano é, precisamente, chamar atenção pelo consumo através dos fornecedores digitais, numa época muito identificada por campanhas e produtos financeiros que são disponibilizados através dos canais digitais.

“Como nós sabemos, em Cabo Verde os influenciadores financeiros ainda não estão regularizados, pelo que o objectivo de hoje é chamar atenção, precisamente, para as situações de consumo a nível digital”, afirmou.

José Júlio Dias sublinhou que, hoje em dia, os jovens são bombardeados por campanhas e por aliciamentos a produtos que, muitas das vezes, nem estão regulados e nem são comercializados na praça, daí alertar para situações de fraude que podem acontecer.

“O que nós temos deparado é que a maior parte das fraudes que andam a acontecer a nível de sistemas de pagamentos digitais é por uso indevido, isto quando o regime jurídico de serviços de pagamento de moeda electrónica nos dá indicações de como utilizar aqueles meios”, frisou.

Por isso, o responsável aproveitou para chamar atenção para o uso dos cartões digitais com responsabilidade, afirmando que muitas das vezes o BCV não consegue tratar as reclamações porque a falha foi do próprio utilizador que não estava habilitado a usar esta ferramenta.

Ou seja, explicou, o utilizador do meio de pagamento muitas vezes fornece dados que são fidedignos cujas informações os bancos não costumam solicitar, mas sim, pessoas que passam por instituições financeiras, ou em páginas clonadas e perfis falsos.

Estes, continuou, de boa-fé acabam por oferecer os tais dados, que são depois utilizados para situações de fraude.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
26 dias atrás 9 horas atrás

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28 dias atrás 2 horas atrás

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joão do rosário
30 dias atrás 8 horas atrás

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