sexta-feira, 02 outubro 2026

Mulheres assumem liderança no ensino do português na Universidade Central da Venezuela

As mulheres assumem um papel de liderança no ensino e promoção do português na Universidade Central da Venezuela (UCV), a principal universidade pública e autónoma do país, disse hoje a diretora do Departamento de Língua Portuguesa daquela instituição.

“As mulheres têm um papel de preponderância, que assumem com toda a responsabilidade”, disse Digna Tovar numa entrevista em vídeo, divulgada pela Coordenação do Ensino da Língua Portuguesa no Estrangeiro - Venezuela (CEPE) que assinalou localmente o Dia Internacional da Mulher.

“É um desafio que assumimos com toda a responsabilidade”, sublinhou.

No vídeo, que teve a professora como principal convidada, Digna Tovar explica que “na Escola de Línguas e em toda a Universidade [as mulheres] têm um papel fundamental, de liderança”.

Cerca de “90% dos educadores são mulheres e, como mulheres, compreendemos a responsabilidade que temos sobre os ombros de educar, de formar de maneira abrangente, a geração que no futuro será responsável pelas rédeas do país”, disse.

Venezuelana, casada com um português, Digna Tovar, começou por explicar que é diretora do Departamento de Língua Portuguesa desde a sua criação, há 30 anos. Também que tem uma licenciatura em idiomas modernos e especialização em português como língua estrangeira pela Universidade do Porto.

“Entendi que a língua é como uma porta que permite ver, conhecer, explorar outros mundos, outras formas de estar no mundo”, disse, sublinhando que estudar português “foi uma decisão maravilhosa”, da qual não se arrepende.

Num outro vídeo, divulgado pelo CEPE e a Embaixada de Portugal em Caracas, Lara Melo, diretora do Programa Mundial de Alimentos da ONU na Venezuela, explicou que, “num mundo com múltiplas crises, é urgente investir nas mulheres”.

Para a vice-reitora da Universidade Central da Venezuela, Fátima Garcês, “garantir os direitos das mulheres e das raparigas é acelerar o progresso”, afirmou.

“Não há direitos humanos sem igualdade entre homens e mulheres. Aceleremos o progresso”, afirmou a conselheira das comunidades portuguesas Fátima Pontes.

Já para a cônsul-geral de Portugal em Valência, Venezuela, “investir nas mulheres significa construir sociedades inclusivas”, disse.

A conselheira das comunidades portuguesas Maria Neves Correia sublinhou que “as mulheres são um ativo do futuro”. Outra oradora, Mónica Reis, presidente da Associação Amigos de Terras de Santa Maria da Feira, afirmou que “as mulheres também são líderes comunitárias” e “o progresso depende delas”.

A cantora luso-venezuelana Liliana de Faria afirmou que vê as mulheres como “criadoras”, que produzem arte, e “merecem igualdade”.

A Semana com Lusa 

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Comentários

joão do rosário
25 dias atrás 18 horas atrás

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joão do rosário
29 dias atrás 17 horas atrás

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