sábado, 03 outubro 2026

Trump diz que “recomenda” mas “não impõe” plano para Faixa de Gaza

 
 

O presidente norte-americano declarou que “recomenda”, mas “não impõe” o seu plano para que os Estados Unidos assumam o controlo da Faixa de Gaza e a população palestiniana seja deslocada, no que parece um recuo numa proposta polémica.

“Bem, nós damos à Jordânia e ao Egito milhares de milhões de dólares por ano. Por isso, fiquei um pouco surpreendido por eles terem dito o que disseram”, sublinhou Donald Trump, referindo-se à recusa dos dois países em acolher os habitantes de Gaza, como proposto pelo presidente dos EUA.

 

Trump fez a declaração na sexta-feira, num programa de rádio da Fox News, onde falou por telefone, parecendo recuar num plano que provocou um clamor internacional e encontrou forte oposição dos países árabes.

 
 
 “E eu digo que o meu plano é o caminho a seguir. Acho que é um plano que realmente funciona, mas não o vou impor. Vou apenas sentar-me e recomendá-lo”, acrescentou, citado pela agência France-Presse.
 

Donald Trump falava no momento em que vários países do Golfo, o Egito e a Jordânia realizavam uma cimeira informal em Riade, na sexta-feira, para discutir um plano alternativo, numa altura em que estes países condenaram unanimemente o plano do presidente norte-americano de transformar a Faixa de Gaza numa “Riviera do Médio Oriente”.

O plano, considerado irrealista por muitos observadores, implicaria que os Estados Unidos da América assumissem o controlo do território devastado por mais de 15 meses de guerra entre Israel e o Hamas e transferissem os seus 2,4 milhões de habitantes para a Jordânia e o Egito.

 

O projeto provocou um clamor internacional, mas Israel apoiou-o. Donald Trump reiterou várias vezes a sua vontade de o concretizar.

Quinze meses de guerra entre o Hamas e Israel na Faixa de Gaza provocaram mais de 48 mil mortos e um elevado nível de destruição de infraestruturas no território controlado pelo grupo extremista palestiniano desde 2007.

 

A ofensiva israelita foi desencadeada por um ataque do Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023, que causou cerca de 1200 mortos e o rapto de 250 pessoas que foram levadas como reféns para a Faixa de Gaza.

Os combates cessaram em 19 de janeiro, no âmbito de um acordo de cessar-fogo negociado por vários mediadores internacionais: Estados Unidos, Catar e Egito.

A Semana com JN/Agências 

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Comentários

joão do rosário
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