"A parceria irá reforçar a colaboração entre o Gabinete de Integridade e Anti-corrupção do Banco e o Centro de Crime Financeiro e Anti-corrupção da Interpol, centrando-se na partilha de conhecimentos especializados, no reforço das capacidades de investigação e no desenvolvimento de medidas preventivas contra as ameaças emergentes de crimes financeiros, incluindo a cibercriminalidade e o financiamento do terrorismo, e medidas anti-corrupção", lê-se no comunicado.
Divulgado na sequência da reunião entre o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, e o presidente do BAD, Akinwumi Adesina, no comunicado lembram-se os "desafios significativos em termos de fluxos financeiros ilícitos, estimados em cerca de 90 mil milhões de dólares por ano", e acrescenta-se que estes recursos "poderiam ser investidos em necessidades críticas de desenvolvimento, incluindo água, saneamento, saúde, alimentação e infraestruturas energéticas".
Citado no comunicado, o presidente do BAD afirmou: "Como instituição que canaliza aproximadamente 10 mil milhões de dólares por ano para o financiamento do desenvolvimento, sendo a maioria destinada a projetos governamentais, o BAD traz uma visão crucial dos fluxos financeiros regionais e dos desafios do desenvolvimento".
Para o secretário-geral da Interpol, "a natureza evolutiva do crime financeiro, particularmente no ambiente digital, exige parcerias fortes entre as autoridades policiais e as instituições financeiras, pelo que a relação mais estreita da Interpol com o BAD ajudará as agências de aplicação da lei e as instituições financeiras em toda a África a enfrentar ameaças cada vez mais sofisticadas de crimes financeiros".
A Semna com Lusa

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