Segundo explica a fonte deste jornal digital, em comunicado, o documentário, explora a história dos antigos moradores da Praia da Calheta Grande, localizada no Sul da ilha de São Vicente, durante o período colonial, destacando grupo de povoadores que migraram da ilha de Santo Antão para a ilha de São Vicente, devido a crises de fome e seca, nas décadas anteriores e durante a década de 40.
“Os testemunhos dos antigos moradores, proporcionam uma visão mais profunda sobre a sobrevivência em tempos difíceis, assim trazendo também memórias importantes sobre a antiga comunidade que esteve habitada até a década de 80”, afirma a mesma fonte.
Conforme aponta, os temas abordados ao longo da narrativa são: a sobrevivência nas décadas coloniais, os desafios enfrentados na pesca e a importância do acesso à escolaridade.
A sinopse do referido documentário, conta que na ilha de São Vicente, a comunidade de Praia Calheta Grande, formada por pessoas de outras ilhas, luta para sobreviver às fases das crises de seca e fome e à escassez de recursos que assolam Cabo Verde há décadas. Com suas estratégias de pesca e habilidades de sobrevivência, conseguiram se manter ao longo dos anos. Porém, a falta de acesso à educação e de estradas que ligassem a praia a outros pontos da ilha os levou a tomar uma decisão.
Após gerações vivendo nesta praia isolada, eles decidiram deixar suas casas em busca de um futuro melhor para suas famílias. Esta é a história de coragem, determinação e esperança de um povo que enfrenta desafios extraordinários em busca de uma vida melhor.
Programa de Educação e Sensibilização sobre a importância da preservação das memórias de Cabo Verde através do cinema
Por meio ainda do comunicado enviado, a mesma fonte informa que após a data da estreia (08 de março), até o mês de abril, irá decorrer uma série de conversas abertas com as Universidades e Liceus, promovendo um diálogo enriquecedor sobre a história da Praia Calheta Grande, trazendo a principal temática: A Importância da preservação das memórias de Cabo Verde através do Cinema ou outras formas de arte.
Sobre a realizadora

Miriam Delgado, nascida em 12 de agosto de 1993, em São Vicente, Cabo Verde, atualmente residente em Portugal, desenvolveu uma paixão pelo cinema desde cedo, inspirada pelas histórias contadas por seus avós e pelo desejo de ver as narrativas de Cabo Verde refletidas nas telas.
Formou-se em Relações Públicas pela Universidade de Cabo Verde em 2018. Em julho de 2024, concluiu o Mestrado em Tecnologias da Informação, Comunicação e Multimédia pela Universidade da Maia, no Porto, Portugal.
Durante seu mestrado, destacou-se com o documentário “(A) MAR A TERRA CALHETA GRANDE”, que tem como objetivo preservar as memórias da antiga comunidade da Praia da Calheta Grande, descendente dos antigos moradores desta comunidade, conectando Miriam às suas raízes e à rica herança cultural de Cabo Verde. Esse trabalho, resultado de intensa dedicação, foi avaliado com 19 valores.
Miriam estreia como realizadora de cinema, com um foco especial em documentários, ressaltando a importância de preservar memórias no cinema.
Através de sua obra, busca educar e promover a conscientização sobre a preservação da memória no cinema, estabelecendo uma ponte entre o passado e o presente.
“Miriam Delgado é uma promessa importante no cenário do cinema cabo-verdiano, contribuindo significativamente para a promoção da cultura e da história do seu país. Sua marca se estabelece como MIRIAM DELGADO-FILMMIIA, uma identidade que ela construiu durante a sua formação de Mestrado. Essa combinação não apenas reflete sua identidade pessoal e artística, mas também servirá como um marco que a distingue nesta área, unindo sua paixão pelo cinema, à sua trajetória e experiências”, conclui.

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