sábado, 03 outubro 2026

Peru diz que não reconhecerá Nicolás Maduro como Presidente eleito da Venezuela

“Gostaria que em 10 de janeiro o senhor Maduro entregasse o poder ao verdadeiro vencedor das eleições gerais de 28 de julho” na Venezuela, disse Schialer numa entrevista à agência de notícias EFE.

Schialer referia-se a Edmundo González Urrutia, candidato da oposição venezuelana que alega ter vencido o sufrágio, acusando o Governo venezuelano de fraude eleitoral.

“Eles (González Urrutia e a opositora Corina Machado) ganharam estas eleições”, disse o ministro peruano.

“Até agora”, acrescentou, “estamos a trabalhar intensamente com os países amigos” para que Edmundo González, que hoje reside em Madrid, "assuma" a Presidência venezuelana.

Se tal não acontecer, o atual Presidente venezuelano, Nicolás Maduro - que as organizações eleitorais do seu país consideram o vencedor das eleições de 28 de julho - colocar-se-ia “fora da legalidade do seu próprio país, da sua própria Constituição”, acrescentou o ministro peruano.

O Peru então “não o poderá reconhecer, se ainda estiver no poder, como um Presidente democraticamente eleito”, afirmou Schialer na entrevista à EFE em Madrid, durante a sua breve visita a Espanha.

“Não aceitamos os resultados apresentados pelas autoridades eleitorais, mas também dizemos não a novas eleições (…). O povo venezuelano já falou, o que temos de fazer agora é respeitar o mandato dado pelo povo”, acrescentou.

A solução para a crise na Venezuela depende em grande parte das ações da comunidade internacional, na opinião do ministro peruano.

Segundo o responsável pela diplomacia peruana, entre os seus vizinhos da região, “existem diferentes atitudes em relação ao regime venezuelano”.

O ministro peruano destacou o papel importante que países como Espanha, Estados Unidos, China, Rússia e Irão desempenham neste caso.

“É uma situação muito complexa em que nos encontramos e todos os países, tanto os médios como os pequenos e acima de tudo os grandes e mais poderosos da comunidade internacional, devem tomar medidas sobre esta situação, porque a Venezuela merece", disse Schialer.

Embora o chanceler peruano afirme que Maduro “nunca cumpriu e continua a violar” os seus compromissos e que Lima não o pode reconhecer como vencedor das eleições, o Governo da Presidente peruana, Dina Boluarte, mudou os seus critérios relativamente ao reconhecimento de Edmundo González.

O antigo chanceler peruano Javier González-Olaechea foi o primeiro a reconhecer o opositor venezuelano como “Presidente eleito” em julho passado, o que precipitou a decisão de Caracas de romper relações com Lima.

No entanto, o Governo Boluarte “não avançou nesse sentido porque do ponto de vista jurídico peruano não é correto”, dado que, segundo Schialer, este reconhecimento tem de ser dado pelas autoridades venezuelanas.

A Semana com Lusa 

 

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Comentários

joão do rosário
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joão do rosário
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