A Presidente da República Interina de Cabo Verde defende que África tem recursos, talento e juventude, realçando que a África é o presente, mas representa também o futuro.
África não precisa apenas de esperança. «Precisa de estratégia, instituições fortes, liderança ética e cooperação continental. O tema desta Conferência aponta exatamente nessa direção. Que estes dias de trabalho produzam ideias, propostas e compromissos capazes de fortalecer a resiliência africana e de aproximar o continente do futuro que desejamos», acrescentou.
Janira Hopffer Almada (JHA) falava na abertura da Conferência Anual 2026 da AFBA - African Bar Association, que aconteceu esta segunda-feira,21, na ilha do Sal, sob oTema: “Resilient Africa’s Roadmap for Sustainable Development: Strengthening and Addressing Issues of Military, Security and Economic Stability”- “Roteiro para o Desenvolvimento Sustentável de uma África Resiliente: Fortalecimento e Abordagem de Questões de Estabilidade Militar, de Segurança e Económica”.
Para JHA, o que precisamos é transformar o potencial de África em prosperidade, converter a prosperidade em estabilidade e trabalhar o presente, para conquistar o futuro que todos almejam.
Sustentou que a África não precisa apenas de esperança. «Precisa de estratégia, instituições fortes, liderança ética e cooperação continental. O tema desta Conferência aponta exatamente nessa direção. Que estes dias de trabalho produzam ideias, propostas e compromissos capazes de fortalecer a resiliência africana e de aproximar o continente do futuro que desejamos», acrescentou.
Conflitos e estabalidade política
Advertiu que África deve ser capaz de prevenir conflitos, proteger as suas populações e construir prosperidade duradoura. «A estabilidade militar não se resume à ausência de guerra. Ela implica instituições de defesa profissionais e republicanas; mecanismos eficazes de prevenção de conflitos; e cooperação regional para enfrentar ameaças transnacionais. Uma África resiliente exige que a força seja sempre subordinada ao Direito, e que a segurança dos Estados seja inseparável da segurança das pessoas.Por outro lado, a segurança humana é o centro de qualquer projeto de desenvolvimento. Ela significa justiça acessível, proteção dos direitos fundamentais, combate à pobreza e às desigualdades, e instituições que inspiram confiança. Sem segurança humana, não há legitimidade. Sem legitimidade, não há estabilidade. E sem estabilidade, não há desenvolvimento», precisou.
A PR interina defendeu ainda que a consolidação económica exige economias diversificadas e inovadoras, demanda integração regional efetiva, impõe resiliência face a choques externos, e requer políticas públicas que promovam inclusão e oportunidades.
JHA considerou que a escolha de Cabo Verde como País anfitrião é um reconhecimento da nossa trajetória enquanto Estado de Direito Democrático, comprometido com a justiça, com os direitos humanos, com a boa governação e com a integração africana. «É, igualmente, um sinal de confiança na capacidade do nosso País para acolher debates estratégicos, e que moldam o futuro do continente», concluiu.

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