O ministro da Administração Interna, Carlos Sena Teixeira, empossou esta segunda-feira os novos dirigentes da Polícia Nacional, anunciando uma transição para um modelo de segurança pública focado na prevenção, tecnologia e inteligência de dados.
A nova estratégia, segundo disse no seu discurso de empossamento, prioriza a proximidade com o cidadão e a antecipação criminal e visa alcançar um policiamento mais inteligente e eficaz, contando com a colaboração de diferentes instituições.
“Acreditamos que uma força policial motivada, respeitada e com perspectivas claras de evolução na carreira é o pilar fundamental para uma sociedade verdadeiramente segura. Este novo modelo que propomos não é apenas um documento administrativo. É, sim, um compromisso sagrado com o futuro da segurança do nosso país”, disse o ministro.
Face a este anúncio, Carlos Sena apelou ao esforço conjunto de todos os comandos e direcções regionais.
De acordo com a Inforpress ,o governante alegou que os desafios da criminalidade moderna exigem resiliência, integridade e uma visão de futuro, mas caminhando de forma firme.
Defendeu, igualmente, que nesta nova etapa a Polícia Nacional tem a oportunidade de se construir mais forte, mais profissional e muito mais próxima dos cidadãos.
“O sucesso da vossa liderança será o sucesso de toda a nossa sociedade. Confio plenamente na vossa capacidade, na vossa honra e no vosso sentido de dever para honrar esta farda e esta missão. Por isso, desejo a todos os novos dirigentes o maior sucesso no desempenho das vossas nobres funções”, declarou, realçando que a Polícia Nacional pertence à República e não a um Governo ou a um partido político.
O governante asseverou ainda que, nesta legislatura, haverá tempo para investimentos. Neles, será concretizada a criação da Academia de Segurança Interna, o reforço dos efectivos e das chefias, a melhoria das infra-estruturas e das condições de trabalho, a modernização dos equipamentos e das comunicações e o aumento da capacidade operacional de investigação e intervenção.
Afirmou também que, enquanto tutela, quer investir no maior património da Polícia Nacional: os homens e as mulheres que diariamente servem e protegem a todos. Além disso, garantiu avançar com o PCFR (Plano de Carreiras, Funções e Remunerações).
Lembrou que, dentro da Polícia Nacional, o mérito, o trabalho, a formação, a disciplina, o esforço, a dedicação, a competência e os resultados contam para o reconhecimento dos que verdadeiramente se distinguem pelo serviço que prestam à instituição e ao país.
Para haver mudanças, prometeu que o Estado fará a sua parte, mas que a Polícia Nacional também deverá fazer o que lhe compete, pois o que se exige é disciplina, justiça e humanização.
O Ministério da Administração Interna de Cabo Verde empossou e reconduziu ao cargo 17 polícias, entre os quais uma mulher, Zelinda Carvalho.
O novo director da Polícia Nacional, o Superintendente-Geral Jorge Humberto, também tomou posse. Todos assumiram o compromisso de honrar o seu trabalho e o seu cargo.
Os vários empossados
Conforme a página oficial do governo, a cerimónia decorre ao abrigo do Despacho n.º 39/GMAI/2026, de 18 de agosto, assinado pelo ministro da Administração Interna, que determina a recondução, nomeação e cessação de funções de vários oficiais da Polícia Nacional.
Além da recondução de Jorge Humberto Gonçalves, o despacho reconduz o superintendente-graduado Roberto Carlos Centeio Lima no cargo de diretor nacional adjunto para a Área das Operações de Segurança e Ordem Pública.
Foram ainda nomeados como diretores nacionais adjuntos, graduados no posto de superintendente, Bremen Celestino de Sousa Levy Cardoso, para a Área da Unidade Orgânica de Planeamento, Orçamento, Gestão e Formação; Alvarino Varela Ribeiro, para a Área de Operações de Segurança Aeroportuária e Controlo Fronteiriço, Sistemas de Informação, Comunicações e Ação Estratégica Policial; e Orlando dos Santos Évora, para a Área das Operações Especiais e de Segurança Marítima e Fiscal.
Segundo a mesma fonte, o despacho determina ainda várias nomeações para direções e comandos regionais da PN, entre as quais José Daniel Vaz Cabral, para diretor dos Centros de Comando e Controlo; Domingos Gomes da Rosa, para comandante regional de Santiago Sul e Maio; Luís António Sanches de Barros, para comandante da Polícia Marítima; Zelinda Helena de Carvalho Vasconcelos, para diretora do Serviço Social da PN; Bernardo Ulisses Ferreira Monteiro, para diretor de Operações e Comunicações; e Evandro Santos Sousa, para comandante regional de São Vicente.
Integram ainda a nova estrutura Gilson Carlos Pereira Tavares, como comandante das Unidades Especiais; Carlos Alberto Silva, como diretor de Estrangeiros e Fronteiras; Aprígio Stock Delgado Zego, como comandante regional da Boa Vista; Adelino Gomes Monteiro, como comandante regional do Sal; Maurino Lima Neves, como comandante regional do Fogo, com jurisdição sobre a Brava; e José Luís Pereira, como diretor do Gabinete Estratégico da Ação Policial.

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