terça-feira, 29 setembro 2026

Investigadora concorda com uso do telemóvel como ferramenta de pesquisa durante as aulas a partir 6.º ano

A investigadora Neusa Correia Lopes defendeu hoje que a utilização de telemóvel como ferramenta de pesquisa durante as aulas pelos alunos, a partir do 6.º ano de escolaridade, seria oportuno, mas sujeito a regras estipuladas pelo professor.

 

Em declarações à Inforpress, a professora e investigadora e quadro do Ministério da Educação, argumentou que em questões do uso da Inteligência Artificial (IA) nas salas de aula o uso do telemóvel seria “oportuno e indispensável durante as aulas”, salientando que isso deveria ser baseado em regras estipuladas e fiscalizado pelo professor, visto que, nesta era digital, faz-se pesquisas online.

Lembrou que “quase já não se requer a cópias físicas em algumas salas de aula ou bibliotecas”, daí o reparo, continuou, baseado nas suas experiências de visitas às salas de aulas, no ano lectivo passado, com implementação das novas tecnologias no sistema de ensino e aprendizagem.

Assim sendo, enfatizou que o uso dos telemóveis nas escolas vai depender de como são usados e de qual é a regra do seu uso, ressalvando que se depara com o facto de ainda existirem salas de aula com carência de ferramentas digitais.

Todavia, reconheceu que em algumas realidades além-fronteira está-se a debater e até a se implementar a proibição do uso de telemóveis e rede sociais durante as aulas pelos adolescentes.

Isto, continuou, devido ao impacto negativo que pode causar a esta camada social, mas considerou que se o país quer apostar nas novas tecnologias no ensino, para acompanhar o desenvolvimento tecnológico, deve implementá-lo quanto mais cedo. 

Por isso, voltou a defender que o uso de telemóveis nas escolas deve centrar-se “no equilíbrio entre a inovação pedagógica e o impacto negativo das telas na concentração e na saúde mental dos alunos”, preocupação que está a inquietar os governantes, professores, pais e encarregados de educação, bem como os próprios alunos, que aplaudem o uso do digital sem restrição.

“Não nos contentemos em esperar e ver o que vai acontecer, mas sim vamos fazer as coisas certas acontecerem”, concretizou, ao mesmo tempo que reconheceu, por outro lado, que tal pode “gerar dissenso entre os educadores, pais, alunos e professores.

Contudo, frisou, por isso existe “uma educação ampla e direcionada, voltada à literacia digital para todos”

“Sempre defendi e continuo a defender o nosso equilíbrio psicoemocional e social para o ensino dentro desta era digital”, sustentou, com base, como disse, nos argumentos que escreveu no seu livro “Educating Through Pandemic – Traditional Classroom versus Virtual Space”.

Conforme adiantou, existem escolas em várias ilhas e município, sobretudo nas localidades mais encravadas e até em escolas do centro da cidade da Praia que se deparam com “a incompreensível falta de computadores e tablets”.

“Por esta razão não se pode falar ainda de uma efectiva inclusão digital, deste modo, o uso do telemóvel pessoal torna-se no único para se obter internet”, reforçou Neusa Correia Lopes.

Daí, sintetizou, o uso do telemóvel substitui o

computador para actividades pedagógicas, com vista a se aceder a alguns manuais e até para pesquisas, desde que sejam preparados para este fim.

No aspecto logístico e preocupação familiar, considerou, os telemóveis são ferramentas que permitem aos pais e encarregados de educação terem um sentimento de segurança com o fácil acesso à comunicação, mas há que haver “cuidado com a vida social das pessoas e qualquer barreira que possam interferir com as nossas habilidades sociais”, finalizou.

 

 

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Comentários

joão do rosário
22 dias atrás 17 horas atrás

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jcf
24 dias atrás 10 horas atrás

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joão do rosário
26 dias atrás 16 horas atrás

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