terça-feira, 29 setembro 2026

Ministro da Justiça quer PJ mais preparada para combater tráfico de drogas e crime organizado

O ministro da Justiça, Clóvis Silva, defendeu  esta quarta-feira, na Praia, o reforço da cooperação internacional e da capacidade operacional da Polícia Judiciária (PJ) para enfrentar o tráfico de drogas, a criminalidade organizada e os crimes de elevada complexidade.

 

O governante falava aos jornalistas à margem da cerimónia de tomada de posse da nova directora nacional da PJ, Jacqueline Semedo, alertando para a vulnerabilidade de Cabo Verde por se situar num corredor marítimo sensível e estratégico para redes criminosas transnacionais.

Segundo Clóvis Silva, o Governo tem vindo a desenvolver contactos e aproximações diplomáticas com parceiros internacionais, tendo em conta que muitas das informações necessárias à investigação e prevenção criminal só podem ser obtidas através de mecanismos de cooperação.

Neste contexto, explicou que a escolha de Jacqueline Semedo enquadra-se na estratégia do executivo de dotar a PJ de uma liderança qualificada e com capacidade de articulação e negociação com parceiros externos.

“A aposta é conseguirmos identificar alguém que tenha conhecimento, proximidade e capacidade de negociar com os nossos parceiros internacionais”, afirmou, acrescentando que Cabo Verde precisa de pessoas capazes de assegurar uma cooperação efectiva no domínio da prevenção e investigação criminal.

O ministro reconheceu que Cabo Verde não dispõe de meios suficientes para agir de forma isolada no combate a ameaças no meio marítimo e ao cibercrime.

“Estamos a falar de embarcações rápidas, de crimes cometidos em alto mar, de transbordo de drogas e armas”, precisou, salientando que estas situações exigem não apenas capacidade para identificar quando e onde os crimes ocorrem, mas também meios para participar directamente nas operações de combate.

Para Clóvis Silva, o sucesso de Cabo Verde passa necessariamente por uma maior articulação com outros países, uma vez que o arquipélago ocupa uma posição intermédia numa rota utilizada por redes criminosas internacionais.

Sobre a recente mudança na liderança da PJ, o ministro afastou a ideia de que a substituição do anterior director nacional represente uma avaliação negativa do trabalho desenvolvido pela instituição.

Segundo ele, trata-se de um processo de “alinhamento” com as prioridades e metas definidas pelo novo Governo para o sector da Justiça, salientando que o anterior responsável continua a colaborar com o executivo em matérias relacionadas com a área.

Instado sobre as mudanças nas instituições sob a tutela dele, garantiu que o Governo não pretende promover mudanças precipitadas nos diferentes organismos da Justiça, defendendo que qualquer alteração deve resultar de uma análise interna e externa e de um diálogo com os profissionais e estruturas envolvidas.

“Não temos pressa de mudar logo tudo, porque precisamos identificar pessoas que se alinhem com aquilo que nós queremos”, indicou, reiterando que o objectivo é estabelecer “objectivos claros” e garantir maior sintonia entre as instituições e as prioridades do Governo.

O ministro destacou, neste sentido, que a reforma do sector da Justiça deverá assentar numa visão integrada, com especial atenção ao reforço da capacidade de resposta do Estado perante fenómenos de criminalidade cada vez mais complexos e internacionalizados.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
22 dias atrás 19 horas atrás

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jcf
24 dias atrás 12 horas atrás

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joão do rosário
26 dias atrás 18 horas atrás

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