terça-feira, 29 setembro 2026

Sindicato posiciona-se contra alargamento do horário escolar e sugere ensino especializado às crianças na rua

A presidente do Sindicato Democrático de Professores (Sindprof) afirmou hoje que o alargamento do horário escolar “não faz sentido”, quando implica sobrecarregar os professores, mas recomenda a criação de ensino especializado às crianças na rua. 

 

Em entrevista à Inforpress, Lígia Herbert considerou que o que se deve criar é um estudo orientado após o horário escolar, destinado principalmente às crianças na rua. 

Disse que não faz sentido alargar o horário, quando já se reduziu a carga horária das disciplinas, com professores com 11 turmas. 

“Mas alargar como? O que eles precisam é de um ensino especializado para as crianças da rua, porque inclusão não é imposição”, questionou. 

A seu ver, o país ainda precisa criar estruturas e ter professores especializados para que as crianças se sintam integradas, valorizadas e motivadas a aprender. 

“Se os meninos não têm jeito para ir à escola, podem ter outras apetências, de desporto, música. Isso sim, é trabalhar nesse sentido, nos horários, porque não é só ocupar o tempo livre dos estudantes. Ocupar o tempo livre dos estudantes implica o recrutamento de mais especialistas”, afirmou a sindicalista.

A mesma fonte sublinhou que a inclusão deve acontecer “de forma gradual, humana e acolhedora” e que “não pode ser vista como uma forma de castigar ou obrigar” uma criança em situação de rua a entrar na escola. 

“Nós temos que ver o que é que eles gostam, porque verdadeiramente o objetivo não é passar de ano. Passar de ano não significa necessariamente ter aprendido. Quando a escola apenas promove o aluno sem enfrentar as suas dificuldades, o problema não desaparece. Ele apenas é adiado”, comentou Lígia Herbert, que desafiou o Governo a criar condições que justifiquem o alargamento de horário.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
22 dias atrás 18 horas atrás

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joão do rosário
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