Joel Barros explicou à Inforpress que este impacto é sentido, sobretudo, na Ribeira das Patas, Alto Mira e Tarrafal de Monte Trigo, onde a actividade agrícola depende da água das nascentes.
Em todo o caso, a avaliação do ano agrícola vai ser feito nos finais deste mês de Outubro, avançou este responsável, referindo-se, porém, às “boas perspectivas” com a recarga dos lençóis freáticos, graças às precipitações ocorridas em finais de Setembro, sendo que o impacto mais imediato é também o ressurgimento do pasto.
Os criadores de gado nas zonas altas, abordados pela Inforpress, enalteceram também o facto de as recentes chuvas terem permitido o ressurgimento de pastos nos diferentes campos de pastagem.
Enquanto isso, a actividade agrícola neste município está a ser condicionada pela falta de mão de obra.
Segundo os agricultores, tem sido “tarefa muito difícil” encontrar “homens de enxada” neste período do ano, relacionando esta situação, sobretudo, com a saída dos jovens nas zonas rurais em direcção aos centros urbanos.
Os agricultores têm a vontade de investir, mas se deparam com a falta de pessoas para trabalhar, adiantou o agricultor Domingos Morais, do Planalto Leste.
Nos vales agrícolas, os proprietários têm-se igualmente queixado da falta de trabalhadores, sobretudo entre os meses de Janeiro e Maio, por altura da colheita de cana sacarina, como são os casos da Ribeira da Cruz e do Tarrafal de Monte Trigo.
A Semana com Inforpress

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