Saturday, 19 October 2024

Movimento Negro em Portugal declara setembro o mês das marchas Cabral

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Setembro fou este sábado declarado pelo Movimento Negro em Portugal como o mês das marchas Cabral, compostas por pessoas que “agem e pensam pela própria cabeça”, segundo uma declaração a ler no final da primeira Marxa Cabral, em Lisboa.

A “Declaração Panafricanista de Lisboa - Cabral Sempre!”, a que a agência Lusa teve acesso, fou um dos momentos altos da 1ª Marxa Cabral em Portugal, que aconteceu esta tarde e que percorreu a Avenida da Liberdade, culminando no Rossio, em Lisboa, numa homenagem ao líder africano.

 

 

 

 

 

 

No documento, as três dezenas de organizações do movimento negro em Portugal subscritoras explicam que a realização das marchas Cabral em setembro, mês em que se assinala o aniversário do nascimento de Amílcar Cabral, que este ano completaria 100 anos de vida, deverão ser um grito “contra as guerras, a miséria, a injustiça e as fomes”, bem como “contra o extrativismo e a exploração que empobrecem e matam os povos do sul global e todas as formas de vida, sobretudo em África”.

Os acordos comerciais, mormente de pesca que destroem e pilham ecossistemas e economias africanas” e o “patriarcado e todas as formas de fobias que matam pessoas Trans e LGBTQIA+ sobretudo, as pessoas cuir negras que continuam a ser historicamente violentadas e invisibilizadas” são igualmente motivo de luta.

Os subscritores combatem “a islamofobia, o racismo religioso, o etnocentrismo, a afrofobia e todo o tipo de ódio”, assim como “o esquecimento, o apagamento e o silenciamento” e “a precariedade”, reclamando por “uma vida justa”.

Lembrando “todas as pessoas imigrantes que cruzam o mediterrâneo e outras rotas enfrentando a morte prematura e os muros do mundo”, a declaração recorda ainda “Cláudia Simões, Bruno Candé, Daniel Rodrigues, Danijoy Pontes, Giovani Rodrigues, Mumia Abu Jamal e todas as pessoas que ainda hoje enfrentam a brutalidade dos poderes capitalista, fascista, xenófobo, patriarcal, racista, afrofóbico e neocolonial”.

No ano em que se assinala o centenário do “pai” das independências de Cabo Verde e da Guiné-Bissau, o Movimento Negro em Portugal reclama: “Que Cabral seja sempre nosso, do mundo em luta contra opressão e exploração, porque ele encarna todas as nossas revoluções - anticapitalista, antifascista, anticolonial, antipatriarcal, revolucionário, pan-africanista”.

As marxas (marchas, em crioulo) Cabral deverão ser “independentes, compostas por pessoas deste amplo e diverso movimento negro e pan-africanista, que marxa, age e pensa pela sua própria cabeça”, lê-se na declaração.

Esta primeira Marxa Cabral em Portugal surge na sequência da primeira Marxa por África em Portugal, realizada no dia 25 de maio e “está alinhada com as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril e os 75 anos do desastre do muro da assistência, que vitimou milhares de famintos em Cabo Verde, a manifestação por Cláudia Simões e todas as vítimas da violência racista de Estado”.

Subscrevem a declaração, entre outras, as organizações Afrolink, Afrolis, Afrontosas, Anastácia Centro de Estudos e Intervenção Descolonial, Associação Batoto Yetu Portugal, Associação Cavaleiros de São Brás, Aurora Negra, Bazofo & Dentu Zona, Batukadera Banderinha Panafrikanista, Casa da Cultura da Guiné-Bissau, Consciência Negra, Djass - Associação Afrodescendentes, Samane - Associação Saúde das Mães Negras e Racializadas em Portugal, SOS Racismo e Teatro Griot.

A Semana com Lusa 

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