Saturday, 13 June 2026

A ATUALIDADE

Geógrafo defende melhor gestão dos recursos para garantir sustentabilidade territorial em Cabo Verde

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O geógrafo cabo-verdiano José Maria Semedo defendeu esta sexta-feira uma gestão mais sustentável dos recursos naturais em Cabo Verde, alertando para as disfunções territoriais e alterações constantes da paisagem provocadas pela acção humana e factores naturais.

Segundo explicou este responsável, o estudo “Dinâmica de paisagem e sustentabilidade em territórios insulares: o caso das ilhas de Cabo Verde”, aborda a dinâmica da paisagem explicando como os elementos naturais e humanos influenciam as transformações permanentes do território.

“A dinâmica da paisagem pressupõe isso, que a paisagem tem constante alteração, quer por factores naturais, quer por factores humanos”, corroborou.

“Porque, se verificar, Cabo Verde é uma insularidade longínqua, povoada no século XV. Entre o século XV e a actualidade, nós passamos por vários momentos, ciclos económicos, ligado ao comércio transatlântico”, completou.

Para o geógrafo, a ilha de Santiago representa um exemplo dessas mudanças, por, segundo esclareceu, ter o povoamento mais antigo do arquipélago e sentir de forma mais intensa os impactos das actividades humanas sobre o território.

“Temos a lei do ordenamento do território, mas verificamos que o país tem grandes disfunções. Temos ilhas que só perdem gente”, advertiu.

Quanto à gestão sustentável do espaço em Cabo Verde, José Maria Semedo considerou que o uso sustentável do território continua a ser “o ideal”, reconhecendo, contudo, que o país ainda enfrenta vários desafios no domínio do ordenamento territorial.

Segundo explicou, a investigação científica desenvolvida nesta área procura contribuir para um melhor ordenamento do território, garantindo maior equilíbrio na distribuição dos recursos e melhores condições de fixação da população nas diferentes ilhas.

“Temos de melhorar os acessos, melhorar o sistema de gestão sustentável, ver que recursos exploramos em cada momento e em cada sítio”, defendeu.

As declarações foram feitas à Inforpress, à margem do Seminário Internacional “Ciência, Território e Riscos”, promovido pelo Centro de Investigação em Desenvolvimento Local e Ordenamento do Território da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), no âmbito das comemorações dos dias do geógrafo e do geólogo, assinalados a 29 e 30 de Maio.

A Semana com Inforpress

Isabel
Comentário
Querem comer toda a nossa orla maritima, com mal para o AMBIENTE , por interesses económicos e ocultos, mascarados com rotulos descarados de interesse para Cabo Verde...
FORÇA LANTUNA E RESPECTIVAS AUTORIDADES.
Haja saco.!!!!!

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