Thursday, 11 June 2026

A ATUALIDADE

Vendedeiras de Ponta Belém realocadas após incêndio queixam-se de fracas vendas

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As vendedeiras afectadas pelo incêndio de Ponta Belém afirmaram esta quarta-feira, 10, que o espaço provisório onde foram realojadas para retomar a actividade comercial não tem garantido o movimento de clientes esperado. 

Quase duas semanas após o incêndio que destruiu bancas, mercadorias e fontes de rendimento de várias comerciantes, as mulheres instaladas no novo espaço dizem enfrentar dificuldades crescentes para assegurar o sustento das respectivas famílias e cumprir compromissos financeiros assumidos antes da tragédia.

Durante uma visita da Inforpress ao local, várias vendedeiras relataram que o fluxo de clientes permanece reduzido, situação que tem dificultado a recuperação das actividades económicas.

Apesar de reconhecerem que o espaço oferece melhores condições de segurança, com portões e vigilância, as comerciantes sustentam que a localização não tem atraído compradores em número suficiente para garantir rendimentos mínimos.

“Ali não se vende nada. É melhor ficar em casa do que vir para ali”, afirmou Cláudia Tavares.

Muitas afirmam encontrar-se numa situação financeira delicada, agravada pela perda das mercadorias consumidas pelas chamas e pela ausência de receitas suficientes para fazer face às despesas diárias.

Algumas comerciantes relatam dificuldades para garantir a alimentação das famílias e honrar dívidas contraídas junto de fornecedores, numa altura em que as vendas continuam muito abaixo dos níveis registados antes do incêndio.

As críticas dirigem-se também ao ritmo dos trabalhos no antigo espaço comercial. Segundo as vendedeiras, a limpeza da área afectada já foi concluída, mas as obras de recuperação ainda não tiveram início.

Entre as vendedeiras, Nadira Cabral questiona o silêncio do presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, defendendo uma comunicação mais próxima com os afectados e respostas mais claras sobre os apoios e o processo de reconstrução.

O incêndio de 31 de Maio destruiu parte significativa da área de comercialização e armazenamento de mercadorias em Ponta Belém, provocando prejuízos avultados e afectando dezenas de operadores económicos dependentes daquela actividade para o sustento das respectivas famílias.

 

A Semana com Inforpress

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