quinta-feira, 18 abril 2024

P POLÍTICA

Número de moçambicanos em insegurança alimentar aguda caiu de 29,9% para 9% em três anos

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A proporção de famílias moçambicanas em situação de insegurança alimentar aguda caiu de 29,9% em 2019 para 9% em 2022, segundo um relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Moçambique a que a Lusa teve hoje acesso.

De acordo com o relatório Indicadores Básicos de Agricultura e Alimentação de 2018 a 2022, a situação na província de Cabo Delgado é a mais preocupante, com 25% dos agregados familiares em situação de insegurança alimentar aguda, ainda assim metade da proporção do ano anterior (2021), que foi de 49%.

A província está a ser afetada há quase seis anos por ataques terroristas que obrigaram milhares de famílias a deixar as suas terras de origem à procura de segurança noutros distritos, não apenas de Cabo Delgado.

No plano contrário, apenas 2% das famílias de Niassa estavam em situação de insegurança alimentar em 2022, 4% na província de Manica e 5% em Maputo.

Ainda segundo do INE, o número de explorações agropecuárias familiares e empresariais em Moçambique cresceram de 4.133.616 em 2018 para 4.614.495 em 2022, a maior parte das quais nas províncias da Zambézia (882.818) e de Nampula (808.505).

O milho continuou a ser a cultura que maior área de cultivo ocupa em Moçambique, com 1.817.487 hectares em 2022, contra 1.613.535 em 2018, seguida da Mandioca, com 910.826 hectares. Globalmente, essa produção passou de 1.406.794 toneladas em 2018 para 2.382.511 toneladas em 2022, das quais 28,3% com origem na província de Tete.

Moçambique tinha uma área total cultivo com cereais em 2022 de 2.419.692 hectares, liderada pelas províncias de Sofala (466.047 hectares), Tete (428.190 hectares) e Zambézia (427.214 hectares). Já a província de Cabo Delgado tinha uma área de cultivo de cereais de 208.525 hectares em 2018, a qual diminuiu para 158.139 hectares no ano passado.

Em 2022, a produção agrícola em Moçambique foi garantida com 2.580 tratores (722 em 2018) e 2.269 charruas, entre outro material mecanizado disponibilizado ao abrigo de programas de modernização agrícola.

Ainda no período de 2018 a 2022, o relatório do INE aponta que o crédito ao setor da agricultura e pescas caiu de 118.912 milhões de meticais (1.730 milhões de meticais) para 109.342 milhões de meticais (1.590 milhões de euros).

Já na produção de carne Bovina, Moçambique passou de 13.884 toneladas em 2018 para 20.051 toneladas no ano passado (um aumento de 12,8%), mais de metade (52,1%) oriunda da província de Maputo.

A população de Moçambique cresceu para 31,6 milhões de habitantes em 2022, reconhece o INE, acrescentando que pouco mais de 20,7 milhões de habitantes, correspondente a 65,5% do total, reside na área rural.

A Semana comLusa

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