domingo, 14 julho 2024

I INTERNACIONAL

Guerra Rússia/Ucrânia: "Sem retirada russa não há paz", diz Zelenskyy a Guterres e Erdoğan

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O estado da segurança alimentar mundial depois do restabelecimento das exportações de cereais da Ucrânia e a situação na central nuclear de Zaporíjia foram os temas desta reunião a três, em Lviv, entre o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, o secretário-geral da ONU António Guterres e o presidente da Turquia Recep Tayyp Erdoğan, que tem atuado como mediador entre a Rússia e a Ucrânia. Erdogan acredita numa solução pacífica, Zelenskyy diz que os russos não podem querer a paz e recusa qualquer tipo de paz sem uma retirada russa.

"Estou surpreendido que os russos queiram algum tipo de paz. As pessoas que matam, violam e atacam os nossos civis todos os dias com mísseis de cruzeiro não podem querer a paz. Em primeiro lugar, têm de deixar o nosso território", disse Zelenskyy citado pela EN.

Guterres enalteceu o acordo que permitiu desbloquear os portos ucranianos para que o país voltasse a poder exportar cereais, mas diz que há ainda um longo caminho a percorrer: "Vemos sinais de que os mercados alimentares mundiais começam a estabilizar, mas não podemos ter ilusões. Há um longo caminho até que isso se traduza no dia-a-dia das pessoas, na padaria do bairro. As cadeias de aprovisionamento continuam a sofrer cortes e os preços da energia e do transporte são inaceitáveis", disse o secretário-geral das Nações Unidas.

Mais dois navios com toneladas de cereais partem da Ucrânia com destino à Turquiahttps://www.asemana.publ.cv/local/cache-vignettes/L10xH10/br-auto-10-50abc.png?1647357344" alt="Automatic word wrap" title="Automatic word wrap" class="br-auto" width="10" height="10" style="margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline;">
A ONU quer que a Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) possa aceder à Central Nuclear de Zaporíjia, palco de ataques de artilharia, com ambos os lados a acusarem-se mutuamente. A Ucrânia está de acordo, mas a Rússia coloca condições. São obstáculos que a Turquia quer ajudar a ultrapassar, para evitar um desastre nuclear.

"Não queremos outra Chernobyl. A Turquia está a exercer influência para que este conflito seja resolvido através de uma solução diplomática e, entretanto, vai continuar a apoiar os amigos ucranianos", disse Erdoğan.

A Turquia, que tem mantido uma neutralidade que lhe permite o papel de mediadora no conflito, quer ter um papel ativo na reconstrução da Ucrânia depois da guerra. Durante este encontro, Zelenskyy e Erdogan assinaram um acordo para reconstruir as infraestruturas ucranianas. No entanto, a perspetiva de um cessar-fogo está ainda muito longe, conclui a fonte deste jornal.

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