O músico, compositor e produtor Adê celebra dez anos de carreira com o espectáculo “CASA”, marcado para 07 de Novembro, no Auditório Nacional da Praia, num concerto que antecede o lançamento do seu terceiro álbum a solo.
O espectáculo representa “o primeiro grande concerto a solo” em Cabo Verde do artista e pretende assinalar uma década de percurso musical, marcada pela valorização das sonoridades cabo-verdianas e pela sua ligação a influências de diferentes geografias.
Ao longo da carreira, Adê tem construído “uma identidade musical própria”, com trabalhos como “Branku na Pretu” e “Hello Cabo Verde”, que contribuíram para a divulgação da sua música além-fronteiras.
Mais recentemente, apresentou o projecto “Entre Ilhas: Macaronésia Vol. 1”, que tem percorrido vários pontos da região da Macaronésia, formada por arquipélagos do Atlântico Norte.
Segundo o músico, o concerto “CASA” será um momento especial de celebração das raízes musicais cabo-verdianas e do diálogo com outras influências culturais.
“Acredito que será um momento muito especial, sobretudo para quem ama a música tradicional cabo-verdiana e gosta de ver as suas raízes cruzarem-se com influências do mundo”, afirmou Adê.
Acrescentou que o público pode esperar um espectáculo com convidados especiais e músicas que despertam o sentimento de pertença.
O concerto “CASA” pretende também marcar uma nova etapa da sua carreira, criando expectativas em torno do lançamento do seu terceiro álbum a solo.
O espetáculo está agendado para 07 de Novembro, no Auditório Nacional, na cidade da Praia.
O cantor cabo-verdiano Mureno lançou novo single, “Fastenta”, no estilo compa ,em que já se encontra disponível em todas as plataformas digitais e com vídeoclipe no Youtube. A composição é de Mureno e Manolo, enquanto o beat esteve a cargo de Aldo Baby e Mayou Beats.
Conforme o comunicado da produtora Harmonia, a nova música do artista fala sobre um amor maduro e compreensivo, capaz de suportar as fases mais difíceis de uma relação a dois.
“Fastenta retrata a realidade de muitas pessoas. Sempre existe aquele outro lado da relação, com desentendimentos, ciúmes, manias ou reclamações. Em contrapartida existe a outra parte que entende, suporta. Todo mundo tem uma Fastenta em sua vida, e mesmo com desentendimentos, no fim acabam sempre escolhendo um ao outro”, referiu a produtora.
Segundo a fonte deste jornal digital, o tema mostra ainda que amar significa muitas vezes “equilibrar”, tendo o sentimento como a base que sustenta a relação.
A Harmonia recordou que Mureno lançou seu primeiro EP intitulado “Garota” em novembro de 2025, mas já era conhecido através dos temas como “Mor Di Nha Vida”, “Pikiniki Na Lua”, “Kusas d Coraçon” entre outros.
O Centro Cultural de Cabo Verde (CCCV) em Portugal vai acolher, esta semana, uma programação especial para assinalar o Dia da Cultura e das Comunidades, celebrado anualmente a 18 de outubro. A organização convida o público a viver Cabo Verde em São Bento-Lisboa, por um conjunto de atividades que homenageiam a identidade cabo-verdiana tanto no arquipélago como na diáspora.
Conforme a nota remetida ao Asemanaonline, a semana de eventos surge no âmbito das comemorações nacionais instituídas pelo Governo de Cabo Verde. O objetivo principal é exaltar a riqueza cultural do país através das suas mais diversas manifestações artísticas como: a língua, a música tradicional e contemporânea e artes plásticas.
Estas celebrações funcionam como união entre todos os cabo-verdianos e os seus descendentes, residam eles nas ilhas ou espalhados pelo mundo. Começa dia 16 com o lançamento de livro «Poeta do Solo Sagrado» de Alda Espirito Santos de São Tomé, prossegue com «Tradições Culinárias de Cabo Verde - Comes e Petiscos da Terra» e culmina no sábado,17, com a exibição do documentario «Rhythms Of Sodade». Um filme de Kay Aoki e Masashi Nagara, filmado em São Vicente-Cabo Verde entre 2013 e 2024.
A escolha do dia 18 de outubro para esta efeméride carrega um forte simbolismo histórico: trata-se da data de nascimento de Eugénio Tavares (1867), nascido na ilha Brava.Reconhecido como o grande patrono desta data, Eugénio Tavares destacou-se na história do país como Poeta, Escritor e Jornalista.
O convite está lançado a toda a comunidade para se juntar aos festejos e celebrar o orgulho e a vivência da cultura cabo-verdiana em Lisboa.
O presidente da Sociedade Cabo-verdiana de Música (SCM) defendeu, segunda-feira, 12, a urgência de uma revisão do enquadramento legal da cópia privada e a busca de uma solução “mais justa e equilibrada” para os titulares de direitos.
Daniel Spencer Brito, citado pela Inforpress, apresentou estas preocupações no encontro mantido com a Presidente da República interina, Janira Hopffer Almada, onde realçou, também, a necessidade de garantir que todos os utilizadores de música — tanto do sector público como do privado — cumpram com a obrigação legal do pagamento dos direitos de autor.
No encontro, a instituição solicitou o envolvimento e o compromisso da Presidência da República e demais entidades competentes para acelerar medidas que assegurem o respeito regular e atempado pelos direitos de autor e direitos conexos em Cabo Verde.
A SCM aproveitou ainda do encontro para fazer um ponto de situação sobre o crescimento da sociedade, destacando a representatividade do seu repertório a nível internacional e as vantagens decorrentes da integração da instituição na Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores (CISAC).
Contudo, lamentou a persistência de alguma resistência ao pagamento de direitos por parte de determinados utilizadores no mercado nacional.
Conforme a fonte referida, durante o encontro, Janira Hopffer Almada expressou o seu profundo apreço pela música cabo-verdiana, tendo sublinhado o quão importante é o cumprimento da lei vigente.
Neste âmbito, a Chefe de Estado interina manifestou total abertura para escutar as inquietações do sector e prometeu dar seguimento às preocupações apresentadas, apelando à importância do compromisso institucional e do respeito pela dignidade profissional.
No final a SCM apelou, igualmente, à valorização da criação artística e ao reconhecimento do papel fundamental dos autores, compositores, artistas e demais profissionais da música no desenvolvimento cultural, social e económico do país.
“A protecção dos direitos de autor constitui, não apenas, uma obrigação legal, mas também uma condição essencial para a dignificação dos criadores, a sustentabilidade da actividade artística e a promoção de uma cultura de respeito pela propriedade intelectual, enquanto dimensão fundamental dos direitos humanos”, afirmou.
O exibição do documentário “Morada di Sodadi” insere-se no quadro das atividades comemorativas do Dia Nacional da Cultura e das Comunidades, que se celebra a 18 de outubro. A estreia terá lugar no Auditório Nacional, cidade da Praia, nesta quarta-feira, 14 de outubro, pelas 17h40.
De acordo com a nota remetida ao Asemanaonline, através de uma narrativa que valoriza a memória coletiva cabo-verdiana, o documentário explora a história da emigração nacional e destaca os percursos, contribuições e vivências das comunidades da diáspora cabo-verdiana em diversos contextos internacionais.
“Esta sessão constitui uma oportunidade para refletir sobre o legado migratório de Cabo Verde e sobre o contributo das suas comunidades no exterior para o desenvolvimento nacional”, disse a organização, o Ministério das Comunidades, e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), .
O evento contará, segundo a nossa fonte, com a participação de altas autoridades nacionais, parceiros institucionais e representantes da comunicação social, assinalando o lançamento oficial do documentário antes da sua apresentação noutras localidades do país.
O Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD) inaugura, no dia 15 de Outubro, na Galeria Zero, a exposição intitulada “Sonora”, uma instalação sonora e visual do artista Marcelo Lopes.
De acordo com a Inforpress que cita uma nota do CNAD, através da instalação que conta com curadoria de Sofia Berberan, o artista explora as relações entre memória, identidade, música e território.
“Através de fotografias de arquivo familiar, materiais resgatados de cascos de barcos e paisagens sonoras, a instalação evoca histórias, encontros e influências musicais que atravessam gerações e fazem parte da memória colectiva cabo-verdiana”, destacou.
Conforme a mesma fonte, “Sonora” propõe uma reflexão sobre a casa, a ilha e as memórias que permanecem, mesmo quando os caminhos levam as pessoas para longe.
O presidente da Câmara Municipal da Praia, Fernando Pinto, sublinhou hoje a aproximação do XIV Encontro de Escritores de Língua Portuguesa à comunidade, promovida em parceria com a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA).
Fernando Pinto, que falava na abertura da 14.ª edição do encontro, que decorre na cidade da Praia, de 08 a 10 de Outubro, sob o tema “A Língua Portuguesa como elemento de adaptação num mundo em mudança”, salientou a diversidade dos participantes e a interculturalidade representada no encontro.
“É uma aproximação à comunidade. Começamos aqui por Timor-Leste, andando para Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde de várias ilhas, de Portugal, enfim, uma interculturalidade fantástica (…). Para mim, é estupendamente celebrar a língua portuguesa, a amizade, a ciência e o conhecimento”, disse.
Por sua vez, a secretária-geral adjunta da UCCLA, Paula Leal da Silva, destacou algumas das novidades da edição de 2026, nomeadamente a maior presença institucional e a participação de representantes de países e territórios que nem sempre estão presentes nestes encontros, como Timor-Leste, Brasil e Macau.
Segundo aquela responsável, a escolha dos temas procura valorizar particularidades culturais de diferentes países lusófonos, numa perspetiva de aprendizagem e partilha, uma vez que, na sua opinião, a língua portuguesa representa um “instrumento vivo e em permanente transformação, capaz de se adaptar a diferentes contextos e de se afirmar também na ciência, tecnologia e inovação”.
“Se a cada encontro aqui trouxermos tradições, costumes e particularidades de alguns de nós, todos beneficiaremos”, afirmou, sublinhando, também, o carácter abrangente do programa, que inclui poesia, música, teatro, feira gastronómica, feira do livro e iniciativas ligadas à sustentabilidade ambiental, considerando que estas actividades pretendem aproximar o encontro do público.
O XIV Encontro de Escritores de Língua Portuguesa reúne escritores, académicos, investigadores e representantes de vários países e comunidades de língua portuguesa, como Timor-Leste, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Portugal.
A cerimónia de abertura do evento foi presidida pelo primeiro-ministro, Francisco Carvalho, e contou com a participação do ministro da Administração Estatal de Timor-Leste, Tomás do Rosário Cabral.
A décima edição da Gala dos Prémios da Lusofonia vai distinguir, sábado, cidadãos dos nove Estados membros da CPLP, incluindo os ex-presidentes são tomense Manuel Pinto da Costa e timorense Francisco Guterres ou a ativista moçambicana Graça Machel.
A categoria de Moda e Estilismo premiou Cristina Martins Grant, da Guiné-Bissau, e na Música do Mundo a escolhida foi a cabo-verdiana Mayra Andrade.
A gala, agendada para a noite de sábado no Casino do Estoril, integra-se nas comemorações dos 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), segundo um comunicado enviado à Lusa e citado pela Inforpress.
"A iniciativa, promovida pela Associação Internacional das Comunidades de Língua Portuguesa (CLPI) em parceria com a CPLP e a Câmara Municipal de Cascais, distingue cidadãos e personalidades de toda a comunidade lusófona que se evidenciaram nas respetivas áreas de atividade e percursos profissionais", começou por destacar a organização.
Nesta edição, que assinala os primeiros 10 anos do evento e 30 da CPLP, foi garantido que todas as nações da organização lusófona tinham um cidadão galardoado, assim como a paridade de género, explicou a fonte deste jornal digital.
A lista de galardoados da décima edição inclui o Prémio Carreira atribuído a Manuel Pinto da Costa, ex-Presidente de São Tomé e Príncipe.
Na categoria de Excelência Lusófona, destacam-se a homenagem a Francisco Guterres, ex-Presidente de Timor-Leste, que morreu este ano, a distinção a Ana Dias Lourenço, primeira-dama de Angola, e o prémio na área dos Direitos Humanos concedido a Graça Machel, ativista e ex-primeira-dama de Moçambique e da África do Sul.
Nas áreas artísticas e culturais, o prémio de Literatura distinguiu o escritor angolano Artur Pestana dos Santos, conhecido como Pepetela. No Teatro e Cinema, o galardoado foi Gorsy Edú, da Guiné Equatorial, enquanto no Desporto o reconhecimento foi dado ao jogador de futebol de praia João Saraiva, nascido em Angola, mas emigrado para Portugal com três meses de idade, conhecido por "Madjer". A categoria de Moda e Estilismo premiou Cristina Martins Grant, da Guiné-Bissau, e na Música do Mundo a escolhida foi a cabo-verdiana Mayra Andrade.
De acordo com a mesma fonte, o setor empresarial ficou representado pela AIMMP - Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal.
Na Comunicação Social, o prémio foi atribuído ao jornalista português Nuno Sardinha e o Prémio Diplomacia Lusófona distinguiu o diplomata brasileiro Gonçalo Mello Mourão.
Por fim, a lista integra ainda os Prémios Especiais Lusofonia, distinguindo Vera Duarte Pina (juíza e escritora cabo-verdiana) na área da Cidadania, Ilza Amado Vaz (ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades de São Tomé e Príncipe) e Carolina Cerqueira (ex-ministra da Comunicação Social, da Cultura e para a Área Social de Angola).
"A cerimónia contará com momentos artísticos de relevo, incluindo as atuações do cantor português José Cid (padrinho do evento), do tenor Filipe De Moura e da bailarina de dança oriental Cris Aysel, além de uma surpresa cultural reservada para a noite", indicou a organização.
A CPLP, que este ano assinalou 30 anos, é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
A cidade da Praia acolhe de 09 a 17 de Outubro a edição 2026 da Grande Feira do Livro de Cabo Verde, iniciativa promovida pela Biblioteca Nacional sob o lema “Herança Literária”.
A abertura oficial do evento está marcada para sexta-feira, 09, no Largo do Memorial Amílcar Cabral, onde, durante nove dias, estarão em destaque livros, autores, leitores e diferentes iniciativas de promoção da leitura.
De acordo com a organização, a feira pretende celebrar “a riqueza da literatura cabo-verdiana” e o seu papel na preservação da memória e da identidade cultural do país, proporcionando igualmente um espaço de aproximação entre leitores e o livro.
A iniciativa é promovida pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, em parceria com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, visando dinamizar o mercado livreiro e facilitar o acesso ao livro.
A edição de 2026 da Grande Feira do Livro já passou pelos municípios de Ribeira Grande de Santiago, pela ilha Brava, pelo Sal e por São Nicolau, no âmbito da estratégia de descentralização da iniciativa e de promoção da leitura em diferentes pontos do arquipélago.
A Grande Feira do Livro integra a agenda da Biblioteca Nacional de Cabo Verde para 2026, ano em que a instituição definiu como uma das suas prioridades a democratização do acesso ao livro, procurando fazer chegar obras a diferentes localidades do país.
A iniciativa dá continuidade ao modelo de itinerância retomado em 2024, com o objectivo de aproximar o livro das populações e contribuir para a promoção dos hábitos de leitura em Cabo Verde.
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