domingo, 16 junho 2024

Relação Professores/Cabo Verde. Luta de classe

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Os professores devem dar bom combate às forças governativas, e fazer perceber que Cabo-Verde, terra e pátria dos cabo-verdianos de todos os nacionalistas, torna escusado optar pela emigração. Devem, junto dos sindicatos, organizar o todo nacional para uma notável e ruidosa manifestação cívica desde que há memória neste país de Amílcar, de Péricles, de José Maria, e de todos. É aí que começaremos a construir aquilo que nos pertence por herança e que certamente vamos delegar com orgulho para eterna felicidade.

 

 

Professor(a), um senhor(a) dedicado à arte de ensinar, e de construir pilares de conhecimentos em parcerias e partilhas com os alunos, as pertinentes informações assim como de também instruir de absoluta correção, para uma trajetória de vida assertiva, próspera, sociável e feliz.

Professor(a), uma personalidade real na coexistência diária com os alunos, dotado de espírito contagiante de sonhos pragmáticos a se tornarem real no tempo e momento certo, com dedicação e sabedoria, que ultrapassa dificuldades em tempo de crise com assistência técnica e à distância, instruindo os instruendos.

O (A) Professor(a), não só ensina como também vive e convive, com respeito, com os alunos, sendo uma exigência entre todos admitir a igualdade e oportunidade de aprender um com o outro, sendo o aluno dotado do dom da paciência.

Os Professores constituem uma classe nobre, com responsabilidade e poder social na disseminação de conhecimento para transformar a sociedade, a nação e o mundo, numa nova moldura de carácter e sensibilidade humana.

O Estado, uma nação empobrecida, tem na direção política e na administração pública agentes asnos, rasos de sapiência escrava de si mesma em permanente tentação, que conduzem uma classe de gente culta, mas aculturada e sábia da mendicidade em dias de greve, ao percorrer as ruas e prostrando diante de quem não deve reivindicar pela melhoria de condições de vida, com o ajuste justo e digno salarial.

O professorado é uma classe com distinção estatutária que merece reconhecimento nacional, assim como remuneração e progressão na carreira docente como exemplo condigno, não menos daquele representante do povo, um fulanizado sem princípio e préstimo social.

O professor prepara as gerações para a vida eterna, cidadãos de vanguarda nacional. É de todo oportuno a revisão do estatuto enquanto educador em toda a dimensão profissional.

No estado de bandalha e de bandalheiras terroristas, onde o professor requere licença sem vencimento ou exoneração, ruma à emigração como salvamento das suas vidas devido ao baixo salário, salário este apenas ao alcance da cesta básica alimentar, e onde as infraestruturas educacionais a nível do ensino intermédio são destruídas num só dia, e passados três anos e picos ainda se encontram em construção à espera de inauguração como sinal de subordinação.

Está tudo desgovernado, onde todos padecem exceto os senhores empoleirados galináceos açambarcadores dos 45 mil postos de trabalho como promessa à juventude em período transato de eleição, uma geração para a perdição.

Os governantes emigram, sim, para a Europa com a pensão de reforma vencida, garantida, onde basta juntar um passaporte e um visa. Nem é preciso falar de salários vitalícios, uma autêntica roubalheira institucionalizada, onde dois mandatos são o quanto bastam para a engorda estabelecida, enquanto o professorado, ao fim dos 35 anos de dedicação sob a causa de transmitir conhecimento e ensinamento, como compensação ei-lo frustrado com o défice de salário e de pensão social, cheio de desilusão e stress, e prossegue ao esquecimento sem reconhecimento de quem é devido.

A classe docente com discente unidos na luta pela causa da dignidade humana, na busca de melhores condições de bom viver, não de subsistência desalentados vivos, contra a tirania usurpadora e o guloso governante faminto da gordura pública. Enfrentam tenazmente quem os deixa em situação pior do que já estavam, um direito que assiste a todo e qualquer cidadão republicano cabo-verdiano, ao reivindicar os direitos aceites constantes na Carta Magna.

Não temer, não vacilar e continuar a luta, como exemplo seria a nação inteira admitir como solução para cada caso, um caso aconselhador, e avançar para a greve reivindicativa de forma ordeira e isenta de intimidação dos agentes de manutenção da ordem pública a mando dos agentes sem zelo da administração pública.

A vida dos cidadãos na República de Cabo Verde piora e encontra-se em permanente declínio pela incompetência daqueles investidos na condução dos destinos do estado, os que comem a maior porção e quando sobra, o poucochinho, não farta aos professores. Nada sobra e nada cai da “mesa” para o povo abocanhar.

O povo de Cabo Verde, um povo sem classe que por engano ou por ignorância, transferiu o que de melhor detém, o seu poder de voto, a um representante há 33 anos e são sacrificados por isso. Há que mudar para melhorar, com os professores, mas também com os jornalistas, os dois pilares da comunicação e interação em todos os domínios de informação.

Em Cabo Verde, as classes sociais erguem-se contra as elites e a burguesia política, os retentores de oportunidades causando danos irreparáveis no agregado familiar e na mente juvenil. Na perspetiva de crescimento da economia, no fortalecimento de estado fraco a estado forte, fora do direito, e com tanta punhalada no setor judiciário, é de uma fragilidade interventiva abusiva, de desobediência, suspensão, rejeição e desoneração, um sinal evidente de que o estado vai doentio e fora de um diagnóstico aceitável e com possível cura, cura essa que passaria pela demissão do atual executivo.

Cabo Verde deve, desta ou daquela forma, para melhorar a governação passar pela devolução do poder a quem pertence, o povo soberano. Este, por sua livre vontade de escolha, deve decidir, pelo voto secreto e universal, o seu governo para os próximos anos com participação esclarecedora dos professores como testemunho vivo das políticas direcionadas às pessoas em tempo de fome para tempo farto.

A Assembleia Nacional, no seu hemiciclo, são fanfarrões lobisomens que se reúnem em permanente conluio de interesses pessoais e partidários, num total desrespeito aos ideais civis que juraram defender segundo o comprometimento de representação nacional, e tudo fazer para libertar o Zé esquecido da miséria a que se acostumou, com sede e fome, parasitas a sugar a vida.

Os professores devem ser cidadãos interventivos, colocados de forma resiliente entre o povo e o sádico governo para que toda a nação beneficie do orçamento geral do estado acabado de ser aprovado pelos maiores beneficiários, os deputados, o governo e demais personalidades, que dele usufrui de bom bolo alimentar.
Em Cabo Verde, os professores cultos e dedicados à causa de elevação do homem em cada etapa da existência e continuidade, são marcados pelo civismo e patriotismo, elevados de espírito de cidadania, que devem, por dever legítimo, enfrentar em lugar do povo, dos infelizes deste país, o estado nação e confrontar o governo desonesto com reivindicações pontuais e arrebatar o direito da dignidade e igualdade nacional.

Em Cabo Verde, o governo é legitimado pela maioria em condições de anormalidade, açoitadas pelos pressupostos climatéricos e pelo analfabetismo enraizado no seio das massas urbanas, sobretudo no mundo rural, uma condição de desculpa tática com a edificação de infraestruturas educacionais não profissionalizadas, mas onde o professor deve estar presente para se fazer valer dos argumentos constitucionais a favor da nação por ele instruído a instruir.

Em Cabo Verde, os Professores cabo-verdianos merecem vida de cidadão digno e condigna de igual modo a todas as classes sociais sem discriminação, com todos em condição de reparação dos salários, e alertar o povo para novos desafios e novas conquistas, sendo um golpe tremendo no comportamento governativo nacional.
Cabo Verde dispõe de dinheiro que nunca mais acaba, e por isso faz fé que há gordura de sobejo, tornando o sacrifício cada vez menor se for retalhado por todos e por todas as aldeias, com brasa para todas as sardinhas desta sofrida e desprezada nação.

Os professores devem dar bom combate às forças governativas, e fazer perceber que Cabo-Verde, terra e pátria dos cabo-verdianos de todos os nacionalistas, torna escusado optar pela emigração. Devem, junto dos sindicatos, organizar o todo nacional para uma notável e ruidosa manifestação cívica desde que há memória neste país de Amílcar, de Péricles, de José Maria, e de todos. É aí que começaremos a construir aquilo que nos pertence por herança e que certamente vamos delegar com orgulho para eterna felicidade.

Em Cabo Verde, o professor não esmola nada do governo ou do governante da tutela, mas, sim, exige o direito merecido que lhe é concedido, obedecendo à tabela salarial normativa prescrita na república. O governo da república submete ao povo, estando ao serviço do povo, não ao contrário. Do comportamento e trato dedicado aponta para a deliberada intenção totalitarista ditatorial.

Com os professores em unidade e de mãos dadas com os alunos, e com todo o povo, no critério de fazer valer direitos adquiridos, conquista na melhor das hipóteses a demissão em bloco do já indesejável governo onde não há força que resista.

Professores nacionalistas cabo-verdianos, a nação é vossa! Convosco, a mudança de mentalidade governativa em relação ao povo carenciado espoliado está ao vosso alcance na dimensão da vossa competência para agir em tempo real e útil, para desviar a tentação de professores e alunos em escalão contributivo onde possa imaginar e escapulir para ser serviçal no espaço estranho que em nada dignifica Cabo Verde. O campo de batalha ideológico é e será sempre em torrão natal.
Tempo de sobra para que cada cabo-verdiano perceba que Cabo Verde é um lugar privilegiado que carece de gente sábia na arte da boa governação, mas também de gente crítica para apontar os defeitos e apontar o rumo a tomar. Finalmente, juntos poderemos reconstruir, construir e reparar o errado, ao manter o certo, mas continuar progredindo firmes de cabeça erguida e respirar de folgo de vida e sorrir e cantar um canto novo, alegre.

Não sei como será ao certo, no entanto acredito não ser a sublimada e melancólica morna, mas sim um sopro de flauta, ou um assobio em sintonia com os pássaros. Bem-aventurados professores, hoje e sempre!

Cidadela, Novembro de 2023

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Colunistas

Opiniões e Feedback

Antonio
19 days 16 hours

Que grande reflexão do Água Lusa!!! Bem enquadrado. Até os nascidos na era portuguesa não são valorizados.

Daniel Dias
23 days 21 hours

Coitado do Leão Vulcão. Perdeu o emprego.

liketerra
25 days 14 hours

A criminalidade Murdeira já é de muito tempo e inclui os proprios admnistradores condominio que mandam os guardas agridi

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