sexta-feira, 12 julho 2024

A ATUALIDADE

Suíço destila a melhor vodca do mundo em Cabo Verde

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Embora a vodca lembre regiões frias, a escolhida como melhor do mundo vem de uma ilha quente localizada no Atlântico: na Competição Internacional de Vinhos e Aguardentes, a Prosperous VodkaLink externo, destilada em Cabo Verde pelo suíço José Steiner, de 28 anos, levou o ouro, conforme o Site swissinfo.ch.

José Steiner vive há nove anos na cidade da Praia, a capital de Cabo Verde. Antes de começar a destilar aguardentes, ele administrava um comércio de bebidas. Aos poucos, foi se interessando cada vez mais pela produção. “Eu me perguntava por que uma bebida é melhor do que outra e por que uma custa 10 francos e outra 40”, conta, através do Site swissinfo.ch.

Steiner começou a pesquisar e fez um curso de destilação na Holanda. De volta a Cabo Verde, vendeu seu negócio e comprou uma máquina de destilar.

“Eu queria fazer um gim que viesse daqui”, diz ele, por telefone, de Cabo Verde. Na época, isso não existia. Naquele momento, a única bebida local comparável era a aguardente de cana-de-açúcar, chamada de grogue, destaca, segundo a nossa fonte.

Início cheio de obstáculos

Para o produtor de vodca, o país insular tem numerosas praias – mas também desvantagens. “Muitas coisas, que consideramos óbvias na Suíça, não existem aqui”, fala Steiner, sublinhando que não há cadeias de lojas de roupas, nem McDonalds, nem garrafas e tampas para a vodca produzida por ele. “Tudo tem que ser importado”, comenta, salientando que constatou também que nem sempre é simples ser a primeira pessoa a fazer alguma coisa em um país.

Ainda de acordo com este produtor, quando o governo regulamentava a produção de gim, sua licença foi suspensa e ele teve que parar de destilar. Um começo nada bom para um novo negócio.

Sabe-se ainda que quando tudo foi esclarecido, Steiner passou a usar vodca. "Ambas as aguardentes são adequadas se você quiser ver os resultados rapidamente, pois não é preciso esperar por um longo tempo de armazenamento no barril, como é o caso do uísque, por exemplo. "No caso do gim, para desenvolver um sabor próprio, são adicionados botânicos ao álcool, que podem ser ervas, especiarias ou frutas. E qual deve ser o sabor de uma vodca? O mais neutro possível”, diz Steiner, citado pelo Site swissinfo.ch.

A vodca é destilada a partir de carboidratos, de forma que ela pode ser produzida a partir de quase tudo. “Na França por exemplo, há vodca feita de uvas”, garante ele, mas tem que tirar o sabor novamente”, explica.

Qual deve ser o sabor da vodca?

Conforme explica Steiner, a vodca é feita de cereais, sendo que todas as notas de sabor e gorduras são retiradas no processo de destilação. O glúten também é removido, ficando apenas o álcool puro com água. Aí já é possível adicionar um sabor, como por exemplo um leve gosto de pão, mas não é algo que vai agradar todo mundo”, observa Steiner.

De relembrar que na Competição Internacional de Vinhos e Aguardentes, em Londres, onde são julgadas mais de três mil bebidas, a vodca de José Steiner obteve 99 de 100 pontos. "Cem pontos nunca são concedidos na competição", anuncia, acrescentando que ele estava de férias quando chegou a boa notícia.

“Depois disso, ninguém mais dormiu. Sabíamos que não fazemos nada de má qualidade, mas o número máximo de pontos foi uma surpresa agradável”, completa.

Embora tenha deixado a Suíça há muito tempo, Steiner se comunica sem esforço usando dialeto. Entre outros, ele relata com entusiasmo sobre sua vida e seu mais recente sucesso em Cabo Verde. Sua primeira experiência de emigração, entretanto, foi um pouco mais difícil.

Conforme explica, ele passou os primeiros dez anos de vida longe do oceano, no vilarejo de Schwellbrunn, em Appenzell. "Seus pais se mudaram então para Romanshorn e, quando José Steiner tinha 14 anos, a família se mudou para a costa do Algarve em Portugal", escreve o swissinfo.ch.

Pontualidade internalizada

Steiner mantém uma característica considerada típica da Suíça mesmo vivendo no exterior. “Sou muito pontual”, diz ele, o que o difere dos habitantes de Cabo Verde. De qualquer forma, José Steiner diz que já se adaptou um pouco à nova terra: “Não sei se ainda conseguiria viver na Suíça, onde tudo é tão organizado”, reflete.

Mas, pelo que tudo indica, Steiner ainda vai ficar um bom tempo em Cabo Verde. No momento, ele precisa importar muitas garrafas. “Enchemos 300 por dia”, conta. A meta é ainda maior. A vodca de Steiner pode ser comprada em Portugal, mas ainda não na Suíça – um objetivo que ele pretende com certeza atingir. “Seria um enorme prazer”, conclui, citado pela nossa fonte.

Americo costa feritas
xxx
Esta noticia peca em todos os aspetos; presença dum governante, melhor vodka do mundo, produção de vodka num pais tropic
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Colunistas

Opiniões e Feedback

Antonio
7 days 10 hours

Quando reformar prefiro de longe ir à Universidade Sénior do que ficar a frequenrar bares e botequins com bebidas.

Daniela Santana
14 days 8 hours

Devemos todos fazer uma subscrição a favor do Leão Vulcão. Todos, todos, todos.

Americo costa feritas
14 days 12 hours

Esta noticia peca em todos os aspetos; presença dum governante, melhor vodka do mundo, produção de vodka num pais tropic

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